O dia 31/08 é considerado o dia do blog, já que seus números se assemelham à palavra (3 = B; 1 = L; 0 = O; 8 = G). Apesar de eu ter criado esse blog há – quase – sete anos, não posso dizer que quando cheguei aqui tudo era mato. Quando eu cheguei aqui, muita gente tinha blog, e quando eu digo “muita” é muita gente mesmo! Eu não entendia direito como esse mundo funcionava. 

Alguns blogs falavam sobre beleza, outros sobre livros, alguns davam dicas para blogueiros, outros reuniam vários assuntos, alguns serviam como diário, outros como portais de notícias, etc. Eu lembro que odiava entrar em um blog que começava a tocar uma música (quase sempre aleatória e desonhecida) do nada, e o pior era quando algo como neve ou brilho ficava caindo o tempo todo na tela, atrapalhando completamente a experiência do leitor.

Quando eu cheguei aqui, eu tinha apenas 13 anos. Aprendi que se eu comentasse em blogs e postasse em grupos que eu “sigo de volta e retribuo comentários”, eu teria muitas visitas e gente interessada no que eu postava aqui – só que não. E os posts…ah, os posts…Com temas tão aleatórios que nem eu sei de onde saíam. E quando eram algo mais…”comum” como uma resenha de livro, por exemplo, elas eram tão curtas, que quem lia mal conseguia saber o que de fato eu achei dos livros ou sobre o que as histórias se tratavam. Se você for fundo por aqui, talvez encontre os posts mais antigos, e pode dar risada, tá liberado!

O tempo foi passando, e ao mesmo tempo que eu entrava em blogs pequenos que usavam o mesmo layout baixado de graça na internet, eu visitava alguns que já tinham layout e domínio próprio, e pareciam ser super profissionais. Eu comecei a estudar sobre isso. Sempre lia como escrever melhores posts, as melhores formas de divulgação, como não fazer spam e já me aventurei muito nos códigos html.

O blog cresceu. Muita gente me conhece por ele. Além desse espaço, nós temos uma conta no Instagram e no Twitter. Esse blog já teve colaboradoras que escreviam por aqui uma vez por mês. Já “se vestiu” com muitos layouts gratuitos até eu conseguir comprar o meu. Ele já passou por muita coisa.

Nesse tempo todo, eu me via cada vez mais no mundo de criar conteúdo na internet. Hoje eu tenho blog, canal no Youtube, 4 instagrams diferentes, sendo um deles um brechó online e um podcast. E nesse processo de tantos projetos na internet, o termo “blogueirinha” começou a ser usado de forma pejorativa por aqui. Eu acredito que os blogs em si não tem a mesma força que tinham há 7 anos atrás, mas eles ainda permanecem vivos. Porém, hoje temos muito mais pessoas trabalhando com internet e criando conteúdo, só que em diferentes plataformas (o que é o meu caso). Quem não sabe nada do processo de criação que acontece antes, durante e depois do conteúdo nascer, são as pessoas que começaram a usar o termo blogueirinha de forma pejorativa, pois pensam que a vida na internet é receber mimos em casa e postar foto no Instagram.

Apesar do peso negativo que a palavra ganhou, eu devo dizer que amo ser chamada de blogueirinha. Quando me chamam assim, quer dizer que as pessoas entendem que eu realmente levo tudo isso a sério – mesmo não ganhando quase nada por isso.

Os blogs continuam vivos, ser blogueirinha é ser esforçada, dedicada e focada, tudo isso é demais e traz uma alegria enorme para quem ama viver nesse mundo. Viva a blogosfera!

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9 comentários

  1. Eu amei muito esse post ❤
    eu também amo ser chamada de blogueirinha, não ligo mesmo! pode chamar kkkkk
    qnd eu comecei no blog eu AMAVA aqueles layouts super coloridos com nevezinha caindo kkkkk tive vários inclusive
    as músicas eu realmente detestava, graças a deus acabou

    bjssss
    Carol Justo | Justo Eu?!

  2. Olá Vitória! Esse dia é muito importante para mim, desde que comecei a escrever no meu blog consegui enchergar o mundo de outra maneira. Conheci pessoas incríveis e outras muito escrotas mas, o importante é que encontrei no meu blog um cantinho onde posso escrever sobre as coisas que amo, os livros! E conhecer pessoas que tem o mesmo amor por eles, como eu. Na minha vida "real" conheço poucas pessoas que gostam de ler, e as coisas sempre me criticaram por ter muitos livros.

    Não ligo de ter chamada de blogueirinha e tenho um amor infinito pelo meu layout, quero muito trocá-lo algum dia mas, ainda não consegui me desapegar dele.

  3. Sou blogueira com muito orgulho, escrevo no meu blog sobre assuntos que eu acho interessante.Comecei a escrever no meu blog quando tinha depressão, foi uma das válvula de escape, para sair desta doença terrível.Gosto muito do seu blog, que DEUS te abençoe!!!!! beijos da Hellen C do blog MODDUSS.

  4. A pessoa que usa "bloguerinha" como algo pejorativo VERSUS a pessoa que fala "eu sou blogueira" porque postou 1 foto bonita no Instagram… As duas, a 80km/h, quem tá desvalorizando mais a TRABALHEIRA que a gente tem em manter esse bando de plataforma ativa produzindo que nem LOUCA?

    Enfim, foco, Luly! hahahaa
    Eu ri um bucado de você falando que não gostava quando tinha música, porque anos antes era muito NECESSÁRIO e TODOS os blogs tinham, se o blog num tinha um playerzinho era considerado muito amador, tadinho. Eu nem ouvia música no PC, dedicava algumas horas do dia às músicas dos blogs que visitava! É tão gostoso pensar no que já foi e ver que a gente chegou aqui, né? Eu comecei a blogar na mesma idade que você e tenho muito orgulho de todas nós que chegamos aqui, adultíssimas extremamente bem resolvidas com o que fazemos!

    1. SOCORRO KKKKKKKKKKKKKKKK

      Meu pai amado, como assim isso era considerado necessário? Socorro Deussssss
      Simmmm, é demais pensar em tudo o que já passou e ver que chegamos até aqui <3

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