Essa foi a leitura de junho do The Kitties Book Club: O massacre da família Hope. Em geral, gostei, me apeguei às protagonistas, mas (como sempre) existem alguns poréns…

Título: O massacre da família Hope
Título original: The Only One Left
Autor: Riley Sager
Páginas: 400
Editora: Intrínseca
Sinopse de O massacre da família Hope
Em 1929, um crime bárbaro chocou o estado do Maine: a abastada família Hope foi brutalmente assassinada, restando apenas a filha mais velha, Lenora, que acabou se tornando a principal suspeita. Apesar de todos acreditarem que a garota foi a responsável pelo massacre, a polícia jamais encontrou provas disso. Daquele dia em diante, Lenora nunca mais falou sobre aquela noite e permaneceu isolada em Hope’s End, a famosa mansão onde o crime ocorreu.
Décadas depois, quando a única lembrança do crime é apenas uma perturbadora cantiga infantil, Kit McDeere é designada como cuidadora de Lenora Hope, após a fuga da antiga enfermeira. Aos setenta anos e confinada a uma cadeira de rodas, Lenora perdeu a capacidade de falar, devido a uma série de derrames, e só consegue se comunicar com Kit datilografando frases em uma velha máquina de escrever. Até que, uma noite, Lenora escreve uma frase inesperada:
eu quero te contar tudo
À medida que Kit ajuda Lenora a escrever sobre os eventos que levaram ao massacre da família Hope, fica claro que a história é mais complexa do que as pessoas imaginam. Mas quando a cuidadora descobre os detalhes que provocaram a fuga da antiga enfermeira, ela começa a suspeitar que talvez Lenora não esteja dizendo toda a verdade ― e que a senhora aparentemente inofensiva sob seus cuidados pode ser muito mais perigosa do que ela pensava.
Minhas impressões
É inegável que esse livro é muito envolvente! Do tipo que você começa a ler e não consegue parar até descobrir o que vai acontecer e desvendar cada fato.
Quanto mais a história avança, mais dá vontade de continuar porque as coisas ficam mais intrigantes e também sabemos que, em algum momento, vamos entender tudo.
“Você nunca está sozinha quando há um livro por perto”
Os “poréns” do livro para mim foram: muita enrolação para chegar a uma conclusão da história (fica um pouco cansativo), MUITOS plot twists e algumas partes que você lê e fica “mas precisava disso?”.
Conversando com as meninas do clube do livro, falamos sobre o autor ter a faca e o queijo na mão, jogar o queijo fora e enfiar a faca no c-. Não que tenha sido ruim, longe disso, mas ele focou em muitas coisas que, no final, não tiveram muita importânica e a ânsia por surpreender foi tanta que os plot twists foram exagerados (de verdade, são muitos!).
Às vezes acho que sou meio cri-cri para escrever resenhas, porque sempre tenho apontamentos ruins, mas é sobre dar a minha opinião, não é mesmo?
Entendo que, como toda história fictícia, precisamos fechar os olhos para algumas situações e fingir que aquilo seria completamente normal, se não, não aproveitamos o enredo como um todo. E, apesar de fazer isso, também não deixo de entender o que não me agradou em cada história… and I think that’s beautiful!
O massacre da família Hope é um thriller muito envolvente, ótimo para quem curte o gênero e quer se surpreender no final!
Citações que amei & destaquei:
“— Não estamos meio velhas demais pra isso? — pergunto.
— Fale por si mesma. — Jessie coloca o tabuleiro Ouija no centro do salão. — Eu sou jovem e inconsequente.”
“É possível amar uma pessoa e ao mesmo tempo odiar algo que ela tenha feito.”
“Até mesmo uma prisão se torna reconfortante se for a única coisa que você conhece.”
ps.: achei que o título original do livro teria “Hope’s End” por ser o nome da mansão onde a história se passa e eles repetirem isso a história toda! Me surpreendi com o título original.
⭐⭐⭐⭐
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