Eu pedi, em silêncio, pra que você fosse embora. Pedi porque eu estava triste, estava decepcionada por conta de algo que eu mesma criei, e não sabia lidar com a situação. Mas, no fundo, eu não queria que você fosse. E eu sabia que você escolheu ir porque não sabia lidar também, e imaginei que, um dia, você iria voltar.

Hoje, escutando uma música, ouvi um trecho em que dizia “Saudade vence o orgulho e um dia você vai voltar“. E você voltou. O orgulho demorou pra largar o osso, e nós precisávamos pensar. Aos poucos você foi se reaproximando, como quem abre uma porta devagarinho por não saber se pode entrar ou não, e quando o orgulho finalmente foi embora, a saudade ficou e eu me vi ansiosa pra rever quem eu tanto queria que fosse embora.

Você voltou de um jeito diferente, que ainda me deixa um pouco confusa, mas parece que quer tentar fazer as coisas de outra maneira. Eu gosto disso, e tô tentando deixar fluir sem ficar pensando muito no que pode acontecer (mas a realidade é que isso é quase impossível pra mim).

Pode ser que lá na frente eu quebre a cara de novo. Pode ser que não. Pode ser que fiquemos assim pra sempre. Pode ser que a gente nunca mais se veja. Existem muitas possiblidades, uma infinidade de “e se…”. Por hora, vou deixar o “e se…” pra lá em viver o momento.

Será que eu consigo?